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Relato de uma ex-aluna
Algumas coisas em minha vida aconteceram tardiamente e andar de bicicleta é uma delas.
Sempre tive vontade de aprender a pedalar e agora tenho um incentivo a mais: acompanhar meu filho que está começando a sair das rodinhas, pelas ruas do bairro em que moro.
Assim, com 44 anos, fui procurar uma escola que ensinasse a andar de bicicleta e, através de um depoimento como este, na internet, fui direcionada a Bike Tour, comandada pelo Américo, um Índio Velho, como se autodenomina, radicado em Curitiba há mais de 20 vinte anos.
Saí de SP/Capital para essa missão especial e tinha apenas um final de semana para tal.
Logo no 1º dia, depois de me fornecer todo aparato para o início (capacete, joelheiras, cotoveleiras), das primeiras dicas e bastante auxílio para desenvolver o equilíbrio, já estava pedalando sem ser segurada.
Informou: “aqui você não cai pois tenho todo cuidado com as bicicletas” e com um carinhoso “Olha prá frente Diaba” foi incentivando cada pedalada, mantendo intervalos regulares para descanso e hidratação.
Valeu o esforço: fui recompensada com minhas primeiras pedaladas, bom humor e boas dicas na Cidade. Alcancei meu objetivo.
Fica aqui meu agradecimento ao sábio Índio Velho e Companheiros da Bike Tour. Saúde e vida longa a vocês.
Por: Márcia
Matéria tirada da revista VIVER – Atitude na maturidade – Abril de 2007
PERCA O JUÍZO
Nunca é tarde para correr atrás dos seus sonhos.
Quando era pequena ela caiu ao tentar aprender a andar de bicicleta. O trauma foi tanto que nunca mais Zélia Glaci Muraro Dzierva se interessou pela brincadeira. O tempo passou e num belo dia ela foi convidada para um passeio ciclístico com as amigas da academia. Após contar que não sabia andar de bicicleta, uma amiga a incentivou a fazer aulas e passou o telefone do professor Américo* "Quando vi que havia pessoas até mais velhas do que eu aprendendo, pensei: se elas podem, também posso", lembra.
Difícil mesmo foi encarar as críticas da Própria mãe: "Ela dizia que eu estava perdendo o juízo, que não tinha mais idade para isso".
Críticas à parte, matriculou-se e já no segundo dia de aula começou a pedalar sozinha. "No começo estava muito insegura, mas após fazer alguns exercícios e contar com alguns truques do Américo, peguei o jeito e não parei mais".
Com 51 anos, Glaci pedalou no último final de semana 70 quilômetros com o filho e o marido. Aliás ela foi a responsável por botar toda a famílias em cima da bike. "Até meu neto me acompanha e isso tem melhorado minha qualidade de vida, meu humor, além de ampliar meu círculo de amizades", conta.
Qual o recado para quem está pensando em iniciar uma nova atividade? "Não escute o que o marido, o filho, o neto, a mãe ou qualquer pessoa fala e tome uma atitude. Faça o que você tem vontade. Afinal, você já fez de tudo, já renunciou muitas coisas para cuidar da família. Agora é a sua vez".
*O MESTRE – A Escola que deu rodas aos sonhos de Zélia Glaci, a Bike Tour, nasceu da paixão de Américo vieira, um ex-ciclista profissional de Manaus radicado em Curitiba. Seu maior tesouro é a pasta que guarda os depoimentos emocionados de quem aprendeu a pedalar com ele.
Agradecimentos para o índio velho
Com 57 anos decidi que a hora para aprender a andar de bicicleta era agora e por vários motivos. O principal sem dúvida, sempre foi a enorme vontade que sempre tive e o outro foi a descoberta de uma escola para iniciantes em Curitiba e que se propunha a ensinar crianças, jovens e adultos.
Em minha vida fiz poucas tentativas para aprender. Uma, quando nossa turma de guri se reunia numa casa de praia, durante o período de férias escolar. Nesse local a turma se reunia para pescar, fazer serenatas e ir para outras praias.
Como as distâncias eram relativamente grandes, o meio de locomoção utilizado, era a bicicleta. O único que não andava de bicicleta e ia sentado atravessado no cano superior da bicicleta era eu. Nessa fase, eu tentei aprender a andar de bicicleta, mas desisti nas primeiras tentativas, pois a turma toda já era expert, e ficavam numa rodinha, só torcendo... Outra tentativa foi há uns vinte anos. Durante nossas férias, eu e minha esposa, fomos tentar ensinar e aprender, um com o outro. As aulas consistiam em: montava na bike, e ela empurrava e soltava. Fiz algumas tentativas e desisti, para não estragar as férias...
Essas foram as principais tentativas que fiz, com a intenção de aprender a andar de bicicleta. Praticamente tinha desistido de tentar aprender. Foi quando descobri através da internet, a escola Bike Tour e a figura e método do professor José Américo, que gosto de chamar de "índio velho", pois, paciência é uma das virtudes do homem, a outra é por causa do seu local de nascimento, no norte do país. Na primeira aula, o índio velho, mandou subir na bicicleta e mais ou menos falou assim: "na bicicleta para se equilibrar, a gente faz o movimento contrário do dia a dia. Se a bicicleta pender para a direita, deve-se torcer o guidão um pouco para a direita e retornar para a posição central. Assim também vale para o lado esquerdo. E esse movimento é chamado de: "MOVIMENTO DE DEFESA", se aprender esse movimento, aprende-se a andar de bicicleta. Esta foi a única dica da primeira aula e pelo que entendi, iríamos fazer as aulas da seguinte maneira: ele com o auxílio de uma barra de ferro empurrava atrás da bicicleta ajudando no equilíbrio e eu tentava andar... A noite no hotel, comentei com minha esposa, não gostei, não tive uma explanação do desenrolar das aulas, quais seriam as etapas a serem cumpridas e perguntei para ela: vou ficar somente tentando andar e fazer esse movimentozinho?
Fui para a segunda aula, e minha esposa disse-me que o índio velho já soltava por pouco tempo a barra de apoio atrás da bicicleta e eu já conseguia andar sozinho por pequenas distâncias.
Na terceira e quarta aula, já andava sozinho por distâncias relativamente grandes, claro que para um iniciante.
Encerrei antes do prazo, o curso, por minha vontade, pois entendi que o principal eu tinha aprendido, ou seja, ANDAR DE BICICLETA e o resto seria somente treino. Coisa que estou fazendo e sempre em minha mente durante os treinos, vejo a figura do índio velho falando:
Olha o movimento de defesa...
Não está fazendo o movimento de defesa..., não é o corpo que equilibra...
Menos força no guidão, não vai quebrar o guidão...
Abraços, meu professor
Por: Nilton
Nunca é tarde
Maria Isabel de Oliveira sonhou em andar de bicicleta a vida inteira. Quando criança, pegava carona na garupa do irmão no sítio, mas nunca pilotou a magrela sozinha. Tinha medo de cair. Nas vezes que tentou aprender, não pode contar com a paciência dos irmãos – nem depois com a do marido. "Cheguei a sonhar com o vento no rosto ao andar de bicicleta", diz ela. Aos 54 anos, assistiu a uma reportagem sobre uma escola de bicicleta na sua cidade, Curitiba. No dia seguinte estava inscrita. Semanas depois já pedalava. "Hoje vou de bicicleta a todo lugar e no fim de semana passeio lado a lado com meus netos", diz. A escola que deu rodas aos sonhos de Isabel, a Bike Tour, nasceu da idéia de Américo Vieira, um ex-ciclista profissional de Manaus que hoje mora em Curitiba. Américo orgulha-se dos depoimentos emocionados de quem aprendeu a pedalar com ele. Já foram mais de mil pessoas, metade delas adultos sonhadores como Isabel. Teve gente que saiu de São Paulo, Rio e até de Tocantins para aprender a pedalar com ele. "O Américo não se exalta de maneira alguma, isso dá muita segurança", diz ela. Ao ouvi-la Américo sorri. Realizar sonhos não é pouca coisa.
Por: Marcelo Rudini
"Meu nome é Maria José, tenho 68 anos e sou de Portugal..."
Sempre tive o sonho de aprender a andar de bicicleta, mas esse sonho foi morrendo de ano para ano, pelo medo de cair e me magoar.
Sucede que este ano vim a Curitiba, e a minha filha falou-me do Américo e na hipótese de eu aprender a andar de bicicleta. Claro que queria, mas o medo continuava. Aceitei falar com o Américo e logo no início da conversa ele transmitiu-me o que me faltava – confiança. Então fiz a primeira aula experimental, sempre com a máxima atenção do Super Instrutor Américo. E' milagre dos milagres, o medo desapareceu, a auto-confiança surgiu e na segunda aula já dava as primeiras pedaladas sozinha. Hoje, quase que já ando sem medo, apesar de só ter dado seis aulas e progrido dia a dia.
Obrigada AMÉRICO, um beijo da portuguesa.
Por: Maria José